Gatos de colo ou aventureiros de rua? A ciência por trás do seu ADN e temperamento

O seu gato é um explorador ou um viciado no sofá? Descubra como a genética e os 'genes de aventura' moldam o comportamento dos gatos, desde a tranquilidade do Ragdoll até à hiperatividade e aos instintos dos gatos de colónia

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¿Gatos de salón o aventureros de calle? La ciencia detrás de su ADN y temperamento

Se alguma vez parou para observar um gato persa a dormir calmamente enquanto um gato de colónia escala um muro com uma agilidade surpreendente, provavelmente perguntou-se: o que os torna tão diferentes? Embora todos pertençam à espécie Felis catus, a genética traçou caminhos distintos para os gatos de interior e para os felinos que vivem em liberdade.

No fascinante mundo do comportamento dos gatos, a ciência está a começar a identificar o que alguns chamam de "genes de aventura". Mas será que existe realmente uma predisposição escrita no seu código para ser um explorador ou um viciado no sofá?

Seleção genética: Do caçador ao companheiro de sofá

Ao contrário dos cães, a domesticação do gato foi um processo muito mais subtil. O comportamento dos gatos domésticos de raça foi moldado para favorecer a docilidade.

Se procura um companheiro tranquilo, provavelmente pergunta-se qual é a raça de gato mais calma. Raças como o Ragdoll ou o Persa foram selecionadas geneticamente para terem limiares de reatividade muito baixos. De facto, se procura a raça de gato mais calma e carinhosa, o Ragdoll costuma liderar a lista devido à sua tendência de relaxar completamente quando o segura ao colo.

Pelo contrário, o comportamento dos gatos de rua e de colónia responde a uma adaptação genética e ambiental. Neles, a seleção natural (e não a humana) favoreceu genes relacionados com a vigilância, a resposta rápida ao stress e uma musculatura preparada para a sobrevivência.

O meu gato é muito ativo: Genética ou hiperatividade?

A preocupação comum: "o meu gato é muito ativo, não para o dia todo". Aqui é onde devemos distinguir entre um gato com elevada energia ancestral e um gato hiperativo.

As causas de um gato hiperativo podem ser variadas, desde a falta de estimulação ambiental até fatores neurobiológicos. A genética desempenha um papel fundamental; alguns gatos conservam uma maior carga de "genes de aventura" que os impulsiona a explorar, saltar e caçar sombras. Isto pode resultar nos famosos ataques de hiperatividade nos gatos (conhecidos tecnicamente como FRAPs), onde o animal corre a toda a velocidade pela casa sem motivo aparente.

Se tem um gato hiperativo que se ativa à noite, lembre-se de que os seus antepassados são animais crepusculares. O seu ADN dita que a escuridão é o melhor momento para a ação.

O que fazer com um gato hiperativo? Estratégias baseadas na sua biologia

Entender que o seu gato não é "mau", mas que a sua genética exige atividade, é o primeiro passo. Se não sabe o que fazer com um gato hiperativo, a resposta é o enriquecimento ambiental.

  1. Caça simulada: Utilize brinquedos para gatos hiperativos que despertem o seu instinto, como varinhas com penas, ponteiros laser (com precaução) ou circuitos de bolas.
  2. Verticalidade: Os gatos de colónia vivem em três dimensões. Instalar prateleiras ou arranhadores altos ajuda a canalizar essa energia de "aventureiro".
  3. Desafios cognitivos: Os puzzles de comida são ideais para cansar a sua mente tanto quanto o seu corpo.

A cor dos gatos influencia o seu comportamento?

Este é um dos debates mais apaixonantes na genética felina. Embora muitos proprietários jurem que os gatos cor-de-laranja são mais "loucos" ou que as gatas carey (tartaruga) têm mais personalidade, a ciência ainda é cautelosa. Existem estudos que sugerem que certos pigmentos (como a feomelanina) podem ter uma ligeira ligação com as vias da dopamina, mas, por enquanto, a evidência não é conclusiva sobre se a cor dos gatos influencia o seu comportamento de forma determinante perante a sua herança de raça ou linhagem.

Na Koko Genetics acreditamos que ter um teste de ADN para gatos é a ponte necessária para conhecer a fundo os nossos animais e compreender a sua alma. Afinal de contas, um gato feliz é aquele cuja genética e ambiente vivem em perfeita harmonia.